domingo, 23 de dezembro de 2012

Seção “Contos de xadrez” II – Campeonato Goiano Amador 2012.


                 O “Campeonato Goiano Amador 2012” ainda rende neste blog. Falta postar a minha última partida na prova, e também a homenagem ao campeão José Roberto Amaro. Entretanto, não poderia deixar de relatar, a cena mais cômica que já presenciei em toda a minha vida como enxadrista.
            O fato ocorreu durante a minha partida contra Luciano A. de Paula (elo 1810) já comentada no blog, e mais precisamente, aconteceu na posição marcada na última foto da referida postagem. Eis a imagem:


             Nesse momento da partida, Luciano se encontrava com apuro de tempo, e seu relógio marcava cerca de 8 minutos, enquanto o meu tempo estava em 26 minutos (um ponto favorável que poderia até decidir a partida em meu favor). Como a posição se revelava complexa, Luciano estava muito concentrado em busca de achar o melhor lance possível.
            Alguns enxadristas acompanhavam o desfecho da partida (último jogo do torneio amador a terminar na 4ª rodada). Um dos jogadores que estava olhando o jogo era o forte enxadrista de Jataí Aquiles Machado (campeão brasileiro amador em 2012), mas, logo o cabeludo recebeu a companhia de um ilustre jogador, o Tri-campeão goiano Guilherme Bueno de Paula, pai do atual Bi-campeão goiano Rafael F. de Paula. 
Luciano ainda estava analisando a posição, quando de repente, sem que ninguém percebesse, ou pudesse interferir, Guilherme simplesmente pega a torre de Luciano locada em c8, e a move para h8.


            A reação foi instantânea: Aquiles avisou “eles ainda estão jogando”, Luciano disse mais ou menos a mesma coisa, eu fiquei sem saber o que dizia, e logo, todos rimos da atitude de Guilherme, que visivelmente sem graça, parecia arrancar os cabelos, e lamentava a atitude que havia tomado.
            Guilherme é um enxadrista muito forte, e uma pessoa de fino trato. Ele pensou que estávamos analisando, e por isso movimentou a torre. Em nenhum momento houve má fé, e mais do que isso, foi simplesmente a cena mais hilária que já presenciei (até o momento) na minha história como enxadrista. A sorte do tricampeão é que a partida estava virtualmente empatada, e embora o seu lance tenha sido muito ofensivo, a sequência do jogo “apesar de complexa” apontaria novamente para o empate. 
             Luciano que é muito cortês, não fez o “lance de ajuda” que recebeu, e declaramos empate logo em seguida, para juntos rirmos da situação que ocorreu. Foi algo muito divertido, e inesperado, e não poderia deixar de contar essa história neste blog. Enxadristas goianos, quando estiverem em apuros, chamem o Guilherme! (risos).

            


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