O “Campeonato Goiano Amador
2012” ainda rende neste blog. Falta postar a minha última partida na prova, e
também a homenagem ao campeão José Roberto Amaro. Entretanto, não poderia
deixar de relatar, a cena mais cômica que já presenciei em toda a minha vida
como enxadrista.
O fato ocorreu durante a minha partida contra Luciano A.
de Paula (elo 1810) já comentada no blog, e mais precisamente, aconteceu na
posição marcada na última foto da referida postagem. Eis a imagem:
Nesse momento da partida,
Luciano se encontrava com apuro de tempo, e seu relógio marcava cerca de 8
minutos, enquanto o meu tempo estava em 26 minutos (um ponto favorável que
poderia até decidir a partida em meu favor). Como a posição se revelava
complexa, Luciano estava muito concentrado em busca de achar o melhor lance
possível.
Alguns enxadristas acompanhavam o desfecho da partida
(último jogo do torneio amador a terminar na 4ª rodada). Um dos jogadores que
estava olhando o jogo era o forte enxadrista de Jataí Aquiles Machado (campeão
brasileiro amador em 2012), mas, logo o cabeludo
recebeu a companhia de um ilustre jogador, o Tri-campeão goiano Guilherme
Bueno de Paula, pai do atual Bi-campeão goiano Rafael F. de Paula.
Luciano ainda estava analisando a posição, quando de repente, sem que
ninguém percebesse, ou pudesse interferir, Guilherme simplesmente pega a torre
de Luciano locada em c8, e a move para h8.
A reação foi instantânea:
Aquiles avisou “eles ainda estão jogando”, Luciano disse mais ou menos a mesma
coisa, eu fiquei sem saber o que dizia, e logo, todos rimos da atitude de
Guilherme, que visivelmente sem graça, parecia arrancar os cabelos, e lamentava
a atitude que havia tomado.
Guilherme é um enxadrista muito forte, e uma pessoa de
fino trato. Ele pensou que estávamos analisando, e por isso movimentou a torre.
Em nenhum momento houve má fé, e mais do que isso, foi simplesmente a cena mais
hilária que já presenciei (até o momento) na minha história como enxadrista. A
sorte do tricampeão é que a partida estava virtualmente empatada, e embora o
seu lance tenha sido muito ofensivo, a sequência do jogo “apesar de complexa”
apontaria novamente para o empate.
Luciano que é muito cortês, não fez o “lance
de ajuda” que recebeu, e declaramos empate logo em seguida, para juntos rirmos
da situação que ocorreu. Foi algo muito divertido, e inesperado, e não poderia
deixar de contar essa história neste blog. Enxadristas goianos, quando
estiverem em apuros, chamem o Guilherme! (risos).
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