quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Final do Campeonato Goiano Absoluto 2012 – Cobertura Especial.


    No próximo sábado dia 01 de Dezembro de 2012, se inicia mais uma decisão do Campeonato Goiano Absoluto. O torneio terminará no dia 09. Será que Rafael Figueiredo de Paula conquistará o BI? ou teremos um novo campeão?
          
  Segue abaixo a lista de jogadores em ordem de ELO:

1. CM Diego Lima Wilhelms (elo 2143).
2. Rafael Figueiredo de Paula (elo 2107) – Atual Campeão Goiano.
3. Aquiles Machado de Oliveira (elo 2068).
4. Guilherme Vilela Rezende (elo 2046).
5. Guilherme Bueno de Paula (elo 2040).
6. Jairo França Júnior (elo 1939).
7. Luciano da Silva Santos (elo 1919).
8. Gustavo Queiroz dos Santos Silva (elo 1916).
9. Gabriel Gonzaga Garcia (elo 1893) – Atual Campeão Goiano Amador.
10. Ivo Pereira de Arruda Filho (elo 1871).

* A sigla CM significa “Candidato a Mestre”.
** A partir do dia 07 de Dezembro, começará o “Campeonato Goiano Amador 2012”, em paralelo ao Absoluto. Participarei deste torneio, que dará uma vaga ao Campeão na decisão do Absoluto em 2013. 

Seção Recordar é viver V - Jogos Sesi da Industria 2007.


         A postagem número 5 da “Seção Recordar é viver” retrata a competição mais “asa negra” que disputava na época do Clube de Xadrez de Catalão. Nunca consegui vencer o famigerado “Jogos Sesi da Industria” que geralmente acontecia entre junho e julho, e era aberto também para a comunidade (hoje apenas quem trabalha em alguma empresa pode participar).
            Em 2005 fui Vice-campeão sub 18, enquanto que, no ano seguinte não participei. No ano de 2007 fui muito mal, terminando apenas em oitavo lugar, e já em 2008 (último ano em que a competição foi aberta a comunidade) conquistei mais um vice campeonato.
            A foto registra a partida que joguei contra o meu grande amigo Ricardo Carísio (hoje trabalhamos juntos em uma escola da cidade), e apesar do ritmo de jogo da competição ser curto (apenas 15 minutos para cada jogador), essa partida foi emblemática por algumas razões:

1. Ricardo nunca havia me vencido até então.
2. Ele fez um lance magistral ao promover um Cavalo, e me dar xeque mate forçado em 2 lances após a promoção.
3. Se tivesse promovido a Dama (como é de praxe) eu teria vencido, pois, o Rei de Ricardo estava em apuros.
4. Uma pena essa partida não ter sido anotada, pois, apesar de ter perdido, guardo na lembrança a magia dos belos lances do xadrez. Vale ressaltar que meu amigo lembra até hoje da minha cara de assustado, quando ele promoveu o Cavalo.

Leonardo (Brancas) tem a qualidade a mais, porém, quem saiu vencedor foi Ricardo (Negras).

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Seção “chess.com” I – Roque de flancos opostos.


             A partida que vou publicar hoje é muito instrutiva, pois, trata o tema do roque de flancos opostos. Joguei com as negras e roquei pequeno, enquanto meu adversário realizou o roque grande. Em partidas assim, vence quem chega primeiro ao ataque contra o Rei.
              No meu 25 lance Bf6, além de estar em vantagem material (um cavalo a mais) eu tinha 5 peças apoiando o ataque, já o meu adversário possuía suas peças em casas passivas, por isso, a vantagem já era decisiva, e após três lances dei o mate com Da1#. Essa disputa me valeu 90 pontos de ELO, e a primeira posição do grupo neste torneio virtual. Confiram o jogo abaixo:


davidbrato (elo 1704) x lleonardomp (elo 1642) 0-1
Palmaer´s Open Tournament Nov 2012 (B)
11 de Novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Seção “Contos de Xadrez” I: A ilusão chamada soberba (parte 2).


       A continuação do conto da postagem anterior é a simples constatação da frase que encerrou o post,pois, quatro meses após a dura derrota, o jovem continua a mostrar os sinais típicos da soberba que significa: “manifestação de um orgulho geralmente indevido, altivez, arrogância”.
            Ontem estive conversando com o seu técnico que me confidenciou que alertou o atleta no dia do torneio a ser mais “humilde e concentrado”, e também me disse que essa característica é recorrente em outros jovens esportistas da mesma instituição.
            No xadrez, em especial, esse traço de personalidade é muito nocivo à evolução do enxadrista, uma vez que, o mesmo não aprende com as suas derrotas no tabuleiro, e passa, a achar tolamente que é melhor que todos, mesmo quando os resultados não confirmam essa teoria.
            Quando jogo contra este rapaz, percebo que ele se mantém orgulhoso quando perde, e após soar “parabéns” (de forma irônica) a quem o venceu, abre um sorriso com o canto da boca, dizendo indiretamente: “Você venceu por que eu errei, e não pelos seus méritos”. Essa prática além de afastar as pessoas, pode causar depressão, pois, na vida humana (e no xadrez) colhemos várias derrotas em diversos aspectos.
            Por questões éticas não citarei o nome desse jogador, pois, acredito muito no potencial que ele tem, e espero de verdade, que a vida o ensine a ser mais humilde, e a respeitar qualquer pessoa que ele encontre, seja em um tabuleiro de xadrez, ou, em outros lugares. Aprender com os erros é algo que engrandece a vida humana. Boa sorte rapaz.

Seção “Contos de Xadrez” I: A ilusão chamada soberba (parte 1).


Baseado em fatos reais!

            Em junho deste ano, apitei um torneio de xadrez escolar, e fiquei muito feliz quando vi que um jovem que já participou do escalão principal do Clube de Xadrez de Catalão estava voltando aos tabuleiros depois de alguns anos ausente. A paixão pela arte de Caíssa é exatamente assim, ela ressurgi quando menos esperamos, e sempre mais forte do que nunca.
            Pela força do garoto imaginei que ele seria campeão com sobras, pois, o mesmo era uma notável revelação sub-14 quando o clube vivia o seu auge. Jogamos uma amistosa antes da competição, e vi que o tempo distante do xadrez havia machucado o rapaz, uma vez que, cometeu uma série de imprecisões no decorrer do jogo. Achei que a derrota acachapante serviria como lição para que ele ficasse mais atento durante o torneio.
            Ledo engano, pois, na última rodada ele estava disputando o título contra outro garoto que chegou ao torneio “botando banca” gíria adolescente que significa em termos gerais “se achando”. A partida começou e o jovem que participava do clube de xadrez conseguiu uma apreciável vantagem (Bispo e dois peões a mais). A vitória parecia cristalina e apenas uma questão de tempo.
            Porém, o esporte da mente não permite vacilos, e castiga aqueles que se julgam vencedores antes da hora. Explicando melhor: Desde que conseguiu a vantagem o jovem começou a olhar para o seu treinador e a se exibir como se já fosse o campeão, enquanto que, o outro que fora metido antes do torneio passou a devorar o tabuleiro com os olhos, em busca da sua recuperação.
            Os meus poucos e importantes leitores há essa hora já adivinharam o final da história, e não estão enganados, pois, o que era metido se revestiu de humilde, e o que estava discreto se encheu de soberba (ainda mais depois de estar com a partida quase ganha). O quase foi o fator abstrato que permitiu a virada épica da partida, e uma derrota amarga ao enxadrista que se iludiu antes da hora. Uma lição que marcaria a carreira de qualquer jogador, mas, que ao que parece nem tocou a alma do jovem talentoso derrotado naquele dia...

A explicação da última frase será postada no blog amanhã, com a continuação dessa história.


domingo, 25 de novembro de 2012

Seção Recordar é viver IV – Amistosa em 2007.


         No recordar é viver de hoje, vemos uma amistosa que disputei contra o meu pai, no já distante ano de 2007, época em que ainda não havia ingressado na Universidade Federal de Goiás para cursar Letras, e era habituado a usar boné simplesmente todos os dias. Essa partida foi disputada em um lar que já não pertence mais a família, e num local que tenho verdadeira saudade pelos vizinhos/as.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Seção “Gameknot” III – Empate amargo.


           Um dos finais mais comuns no jogo de xadrez é a disputa entre “Rei, Torres, e peões”. A explicação para esse fenômeno baseia-se no fato de geralmente as torres serem as últimas peças a se desenvolverem. A partida que vou reproduzir hoje foi disputada no site (www.gameknot.com), e mesmo com um peão a mais, tive que me contentar com o empate.
            O resultado desse jogo fez com que meu time saísse derrotado no match por 2.5 a 1.5, uma vez que, eu venci e empatei uma partida, mas, o meu parceiro de time acabou perdendo as duas partidas que disputou. A partida teve 66 lances, e eu aceitei empatar por que não teria como promover o meu peão de “a”, já que o meu Rei ficou preso na primeira fila. Vejam o jogo abaixo:



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Seção “Gameknot” II – Rica miniatura.


            No jargão do xadrez, miniatura é uma partida curta (geralmente com menos de 30 lances) e que tem um final épico, ou seja, é uma disputa marcada por um erro grave que um jogador pode cometer no meio-jogo, e rapidamente aproveitada por seu oponente.
            Ainda no clima das felicitações pelo dia do enxadrismo é com enorme prazer que posto uma miniatura em que venci de brancas com apenas 23 lances, após aproveitar os erros que meu adversário cometeu. Após o forte lance “23. Bg5” as negras não podem defender as duas ameaças de mate que estão sofrendo com: Cf7# ou Dxh7#.
              Essa vitória valeu a minha classificação para a segunda fase do “99th GK Tournament” – torneio virtual disputado no excelente site (www.gameknot.com), e é o primeiro jogo de brancas que posto no blog. Apreciem a miniatura logo abaixo:


lleonardomp (elo 1687) 1 x 0 vanmar (elo 1519)
99th GK Tournament 19/11/2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dia 19 de Novembro – Dia do Enxadrista.

   Nesse dia tão especial, quero desejar os meus parabéns a todos os enxadristas desse mundo, e lembrar a celebre frase da FIDE (World Chess Federation) “GENS UNA SUMUS” que significa somos uma família. Aproveitando o ensejo, um agradecimento especial ao meu pai e ao meu irmão que me ensinaram a jogar xadrez. 
   O amor que nutro pela nobre arte de Caíssa veio de berço, e isso, hoje é o meu maior tesouro, que pretendo expandir para outras pessoas.

Papai (3ºLugar), Fabiano (Campeão), e Leonardo (Vice-Campeão) do "I Torneio de Xadrez AMIGOS".

VIVA O XADREZ!!!


domingo, 18 de novembro de 2012

Seção Recordar é viver III – Jogos Abertos de Goiás 2005.


   O tempo passou depressa, mas, nunca serei capaz de esquecer o dia 10 de setembro de 2005. Nessa data tão especial, o xadrez catalano levou mais de 40 jogadores para disputar a fase classificatória dos Jogos Abertos de Goiás, que sete anos atrás foi disputada na cidade de Palmelo-GO.

Concentração dos jogadores antes da primeira rodada

   Por causa da presença maciça dos enxadristas catalanos o torneio que inicialmente teria apenas 5 rodadas, teve que sofrer um acréscimo de dois jogos, o que me alegrou muito, pois, era a chance de disputar mais partidas contra os fortes adversários de fora.

Leonardo x Fabiano na 2º Rodada

  Catalão venceu com facilidade, e a classificação para a final dos jogos foi muito comemorada por todos. No momento da premiação (obtive 5 vitórias e 2 derrotas, e fui campeão sub-20), o meu apelido da época (terrinha) foi entoado por todos os participantes (até os jogadores de fora entraram no ritmo). E o dialogo com o árbitro que me entregou a medalha foi hilário. Vejam:

Árbitro – Você deve ter uma irmã muito bonita hein...
Eu – (risos) porque?
Árbitro – Por causa dessa festa que estão fazendo (risos).

Terrinha...Terrinha explodia o salão!



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Seção “Gameknot” I – Vitória temática.


   O blog é uma ferramenta virtual de interação/divulgação, e por este motivo, também divulgarei partidas virtuais (por correspondência) de alguns sites sérios que usufruem da paixão dos enxadristas por um belo e competitivo jogo.
   Essa partida foi disputada recentemente, e apesar de ter tido apenas 22 lances (o que a consideraria uma miniatura), a mesma foi recheada de temas importantes para o estudo do xadrez, tais como, valor relativo das peças, estrutura de peões, contra-ataque imediato após perder material, e rei desprotegido.
   Desses temas citados, os mais significativos em minha opinião são: a má segurança do rei branco, que me permitiu contra atacar de forma enérgica, e o valor relativo das peças, pois, o que importa no xadrez é a atuação em conjunta das mesmas, e nunca, o seu valor isolado. Detalhe: os temas são correlatos, pois, o que determinou a fraqueza do rei foi justamente a estrutura de peões totalmente débil de seu roque.

Confiram a partida abaixo


eduardo_orsi (elo 1617) 0 x 1 lleonardomp (elo 1598)
IX_alex_champ´s mini-tournament
2012/11/10

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Seção Recordar é viver II – Jogos Abertos de Goiás 2000.


             A foto número 2 da seção “Recordar é viver”, nos leva a doze anos atrás, ao já longínquo ano de 2000. Na imagem podemos encontrar vários expoentes do xadrez catalano.

 Jogos Abertos de Goiás 2000 - Disputado no Clube Recreio em Catalão-Goiás

              Meu pai (José Aguiar de Paula Primo) é o de camisa azul (localizado mais a esquerda na foto), ao seu lado temos dois jogadores de fora, cujo nome a minha memória falha não consegue relembrar. Temos também Danilo ao lado de Joel (carequinha) e seus três filhos (os dois à frente, e outro ao fundo). O jogador mais forte de Catalão (Fabiano P. Ribeiro)  que segura um troféu e está com a camisa (cor de pele).
                 Atrás do enxadrista Joel, temos Washington (in memorian – de camiseta preta), Marcelo (de camiseta branca), e Giovani Cortopassi (que foi candidato a prefeito nesse ano de 2012).  E quanto a mim? Bem, sou simplesmente esse baixinho de camiseta preta com detalhes verde e branco, com a cara amarrada, pois, não tive um bom desempenho nos jogos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Seção "Partidas históricas" I - Aberto do Brasil em Goiânia 2012 - 4º Rodada


          O blog inicia nova seção mostrando partidas importantes dos enxadristas catalanos. Não poderia iniciar com outra que não fosse o meu embate contra Luciano da Silva Santos (elo 1919), partida válida pela quarta rodada do Aberto do Brasil Cidade de Goiânia 2012, realizado entre os dias 21 e 23 de setembro do ano corrente. A vitória que obtive foi à terceira em quatro partidas disputadas até então, ou seja, estava muito bem colocado no torneio que marcou o meu retorno às competições enxadrísticas.

            Vejam como foi a partida abaixo!

Projeto “+ educação” – Xadrez CAIC

Prof. Leonardo e os alunos da turma "A" - período matutino

       O projeto “+ educação” é uma emenda governamental, que visa garantir o aprendizado do estudante das escolas municipais brasileiras de forma integral, ou seja, os alunos são assistidos em diversos aspectos para ficarem o dia inteiro na escola.

Alunos da turma "B" - período vespertino, Prof. Leonardo e Coordenador Marcelo
       
        O CAIC é uma das escolas municipais em Catalão que adotou o projeto, e graças, a sua enorme estrutura física, o mesmo vem alcançando grande sucesso com os alunos. Reparem na quantidade de computadores disponíveis aos estudantes (estrutura similar encontrada apenas em algumas escolas particulares). Os discentes estão gostando muito de aprender diversos conteúdos extraclasse. 

Nesse contexto tão importante, o xadrez jamais poderia ficar de fora. Vejam algumas fotos das aulas ministradas no CAIC.

Prof. Leonardo "em serviço" utilizando o programa chessbase 9

As outras atividades oferecidas pelo projeto “+ educação” no CAIC são:
Esporte e lazer, dança, teatro, e produção textual.

Rogério disputando uma "amistosa" com Prof. Leonardo





Uma nova promessa!


     Texto escrito no site www.nacionalnet.com.br em homenagem a conquista do jovem enxadrista catalano “Leon D. Martins dos Santos”, que foi Campeão da Fase Regional das Olimpíadas Escolares 2012, e que tem um futuro brilhante no esporte da mente.



Aluno é campeão da fase regional das
Olimpíadas Escolares - modalidade Xadrez 

           
             O Colégio Nacional de Catalão criou, em 2012, um projeto experimental de aulas de Xadrez, realizado às sextas-feiras em período extra-classe com alunos do Ensino Fundamental II, sob orientação do professor Leonardo Morais de Paula. A sua repercussão entre os alunos motivou o professor de Educação Física, Laudinei Alves, o "Nei", a substituir suas aulas pelas de Xadrez em setembro, quando a baixa umidade do ar na cidade inviabilizou o exercício físico.
            A prática destacou alguns alunos. Entre eles, o estudante do 9º ano, Leon Martins, que acaba de se consagrar campeão da Fase regional das Olimpíadas Estudantis. A disputa aconteceu em Goiânia no mês de outubro. "O desempenho espetacular do estudante, que venceu as cinco partidas que disputou, deixou toda a equipe orgulhosa, especialmente a mim, que sempre confiei em seu potencial, já comprovado em algumas partidas fantásticas realizadas no projeto xadrez do Nacional de Catalão", conta o orientador do projeto.
            "As aulas realizadas no projeto se destacaram pela ótima qualidade das aulas do professor Leonardo, que é um dos jogadores mais fortes do município e acostumado a disputar torneios de xadrez por todo o Estado. Os resultados positivos surgiram já na etapa classificatória, na qual, apenas um dos 5 alunos e alunas que foram jogar não foi medalhista. Mas o regulamento dos jogos estudantis previa que apenas o campeão de cada modalidade disputasse o regional e, com isso, obtive a minha vaga", explica Leon.
            Com a vaga conquistada na Fase Regional, o aluno passou a ter uma preparação intensiva, inclusive, disputando um torneio na casa do professor durante as férias de julho. Leon chegou à última rodada para disputar o titulo contra um forte jogador de Anápolis, até então bicampeão regional. "Joguei de forma segura do início ao fim e, quando obtive uma vantagem posicional, segui os conselhos do meu professor e troquei as peças para chegar ao final com uma vantagem considerável. Não foi apenas a minha vitória, e sim de toda a equipe, que me muito apoiou desde a etapa disputada em Catalão", comemora o enxadrista.

Projeto Xadrez
            
             O Colégio Nacional sempre se comprometeu com o desenvolvimento de habilidades sociais, além das intelectuais, papel que qualquer instituição escolar. A prática do Xadrez beneficia seus praticantes de muitas formas, trabalha a atenção, a concentração, a memória, a imaginação, a criatividade, a organização, os métodos de estudo, o interesse por línguas estrangeiras, a lógica matemática, o raciocínio analítico, o planejamento, entre outros aspectos.
            O Projeto Xadrez acontece toda sexta-feira, das 14h às 16h nas dependências do Colégio Nacional de Catalão. Atualmente, conta com cerca de 10 alunos, que estão desenvolvendo habilidades notáveis para a prática do “esporte da mente”. "É importante destacar que os estudantes que participam do projeto relataram que têm mais facilidade para estudar, se manter concentrados e que suas notas melhoraram após terem um contato direto com o esporte", afirma Leonardo de Paula, orientador do projeto.

Acessem a matéria no site



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Seção Recordar é viver I – O primeiro torneio.


         Eu não poderia começar a série especial de fotos que vão recordar o “Clube de Xadrez de Catalão” com outra foto que não fosse à do meu primeiro campeonato de xadrez. O “I Open de Xadrez” foi realizado em 1998, e tive uma excelente colocação sendo “Vice-Campeão” da categoria sub-14, porém, na época eu tinha apenas 9 anos, ou seja, joguei contra adversários bem mais velhos que eu...

            Eis a foto...


O recomeço e a escolha.


Tudo está tão diferente agora...

            Eu não sei se devo começar falando sobre o Xadrez, ou se é melhor falar sobre a escolha que fiz hoje, porém, como ambas são correlatas e a matemática me permite dizer que “a ordem dos fatores não altera o produto” começo este novo blog (ufa já é o terceiro) com a esperança de não acabar como os anteriores, e de manter o pique, tal como, a motivação que tive ao voltar aos tabuleiros neste quase findado 2012.
            Comecei a jogar xadrez muito cedo (com cerca de 4 anos de idade), e graças ao meu pai e meu irmão eu logo me apaixonei pelo jogo. Lembro-me como se fosse ontem da emoção do meu primeiro torneio de xadrez (disputado em 1998) e a minha imensa alegria por ter sido vice-campeão (tenho o troféu até hoje) quando obtive quatro vitórias em cinco partidas. A alegria de correr e mostrar o troféu para minha mãe foi sublime.
            Porém, inexplicavelmente em 2002 parei de jogar os torneios, e me limitei a disputar partidas amistosas, sem aquele animo de outrora. O curioso é que me lembro de diversos momentos da minha vida, e esse em especial, não consigo lembrar. Em 2004, entretanto, voltei à ativa e tive no biênio (2005-2006) o meu melhor desempenho, pois, o “Clube de Xadrez de Catalão” estava vivendo o seu auge.
            Infelizmente para todos nós catalanos, o sucesso do clube estava próximo do fim, e já no final de 2008, o xadrez de Catalão estava praticamente na lona, pois, se em 2005 tínhamos uma equipe de ponta (Vice-Campeã dos Jogos Abertos de Goiás) o cenário três anos depois era nefasto, com a morte de alguns integrantes fieis do clube, com a mudança de outros membros, e com o desanimo presente no comandante da “belle-epóque” catalana, ou seja, nova parada (dessa vez forçada pelas circunstâncias).
            Desde 2008, entretanto, dou aulas de xadrez no município, e com isso, a chama do xadrez permaneceu viva dentro de meu coração, e pronta para em algum momento oportuno voltar a ser o que fora nos meus primeiros anos de vida. E foi nesse ano de 2012, que o enxadrista Leonardo Morais de Paula voltou para ficar, e um dos meus objetivos é: Reerguer o xadrez em minha cidade. Este blog também terá parte nesse processo, e espero ter sucesso nessa nova empreitada na arte de Caíssa.
            No Aberto do Brasil de Goiânia, realizado nos dias 21 á 23 de setembro de 2012, obtive 3 vitórias em 6 partidas. Esse resultado foi animador, pois, jogar um torneio tão forte, e conseguir 50% dos pontos me fez ver que o tempo que perdi não será em vão, e eu hei de conquistar meu espaço nesse cenário tão fantástico que norteia as competições de xadrez.
            Para encerrar este post inaugural, devo falar sobre a escolha que fiz em prestar novamente vestibular. Dessa vez optei por fazer Engenharia Civil (profissão de meu pai – que tanto me ajudou a ser um enxadrista), e que mesmo não tendo nada haver com a minha formação em Letras, é outra rota que decidi (depois de pensar muito) seguir... O recomeço tinha que ser no mesmo dia em que a escolha da mudança se tornou realidade.

Boa sorte!!!