A continuação do conto da
postagem anterior é a simples constatação da frase que encerrou o post,pois, quatro meses após a dura
derrota, o jovem continua a mostrar os sinais típicos da soberba que significa:
“manifestação de um orgulho geralmente indevido, altivez, arrogância”.
Ontem estive conversando com o seu técnico que me
confidenciou que alertou o atleta no dia do torneio a ser mais “humilde e
concentrado”, e também me disse que essa característica é recorrente em outros
jovens esportistas da mesma instituição.
No xadrez, em especial, esse traço de personalidade é
muito nocivo à evolução do enxadrista, uma vez que, o mesmo não aprende com as
suas derrotas no tabuleiro, e passa, a achar tolamente que é melhor que todos,
mesmo quando os resultados não confirmam essa teoria.
Quando jogo contra este rapaz, percebo que ele se mantém
orgulhoso quando perde, e após soar “parabéns” (de forma irônica) a quem o venceu, abre um sorriso com o canto da boca, dizendo
indiretamente: “Você venceu por que eu errei, e não pelos seus méritos”. Essa
prática além de afastar as pessoas, pode causar depressão, pois, na vida humana
(e no xadrez) colhemos várias derrotas em diversos aspectos.
Por questões éticas não citarei o nome desse jogador,
pois, acredito muito no potencial que ele tem, e espero de verdade, que a vida
o ensine a ser mais humilde, e a respeitar qualquer pessoa que ele encontre,
seja em um tabuleiro de xadrez, ou, em outros lugares. Aprender com os erros é
algo que engrandece a vida humana. Boa sorte rapaz.
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